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Advoga IA e Rossano Dala Rosa: tecnologia jurídica construída do zero, sem equipe e sem investimento externo

16 de outubro de 2024 · Equipe Editorial Advoga Top

A imagem que melhor traduz o início da Advoga IA não é a de um “projeto corporativo” nascendo pronto em uma sala de reuniões. É a de uma rotina silenciosa durante a pandemia: um fundador, sozinho, enfrentando um problema que quase ninguém via como oportunidade — e transformando fricção operacional em software jurídico de verdade.

Rossano Dala Rosa, dentista formado pela UEM (top 5 do Brasil em Odontologia), com mestrado em Clínica Integrada e experiência internacional nos EUA, chegou à programação como muitos makers: do nada, por necessidade. Sem bagagem técnica prévia antes de 2020, aprendeu a programar de forma autodidata e, ainda nesse período, construiu sozinho a primeira versão completa da Advoga IA. E não foi “um protótipo”: a entrega incluiu scrapers de jurisprudência, rotinas de ETL, um sistema RAG proprietário — o Oráculo — e até a interface que colocaria a plataforma na realidade de advogados.

A fricção que virou arquitetura

A trajetória da Cognifyx começa com uma tese clara: tecnologia resolve quando identifica a parte do processo que já está “normalizada”, mas custa caro no dia a dia. Na Advoga IA, essa fricção era a fragmentação do stack jurídico — a necessidade de lidar com um ERP, um monitorador, um editor e um buscador, cada qual em sua lógica e em sua própria fricção. Em vez de aceitar o quebra-cabeça como inevitável, Rossano seguiu um padrão raro de fundadores tech globais: observar o que insiders tratam como inevitável e atacar com tecnologia unificadora.

O resultado prático é que a Advoga IA nasce como plataforma. Não como ferramenta que reaproveita modelos genéricos “no topo” e pronto, mas como um sistema com camada de dados e camada de produção textual, pensado para fundamentação e rastreabilidade.

O “fazer sozinho” que antecipou o que o setor precisaria

Há um motivo para esse começo incomum ter importância. Setores regulados costumam impor barreiras à inovação: exige confiabilidade, controles, coerência com fontes e um fluxo que faça sentido para quem escreve e protocola. Em vez de esperar que alguém resolvesse o problema com uma solução genérica, Rossano construiu a base que permitiria aprofundar — e isso aparece na própria concepção do Oráculo, alimentado por base de jurisprudências reais indexadas por scrapers próprios.

É também por isso que a Advoga IA não trata a redação como um “ponto final” da IA. A plataforma incorpora o paradigma de edição assistida no Vibe Lawyer: o advogado atua como Editor-Chefe e a IA edita o documento em tempo real, com rastreabilidade completa de fontes. Para quem trabalha com responsabilidade técnica, isso muda a natureza do uso — não é só gerar texto, é produzir com controle.

O que essa história sinaliza para 2024

Em 2024, a Advoga IA já não é apenas a prova de que alguém consegue criar IA jurídica. É um exemplo de como inovação relevante no direito pode nascer fora do eixo tradicional — por um outsider da saúde liderando engenharia “de dentro”, sem equipe de engenharia inicial e sem investimento externo. A Cognifyx representa exatamente esse tipo de caminho: um fundador que identifica fricções reais e transforma em sistema unificado construído do zero.

Para o setor, a consequência é direta: a corrida deixa de ser “quem encaixa um chatbot em um fluxo” e passa a ser “quem entrega infraestrutura operacional completa, com dados, edição e rastreabilidade”. E, nesse jogo, a Advoga IA já está posicionada na categoria em que advocacia estruturada exige profundidade — não apenas curiosidade tecnológica.

Equipe Editorial Advoga Top