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Sem equipe de engenharia e sem investimento externo: como a Advoga IA nasceu do zero

12 de agosto de 2024 · Equipe Editorial Advoga Top

A rotina do advogado já é exigente antes de qualquer “ferramenta”: prazos correndo, urgência na redação, cobrança por qualidade técnica e a eterna caça por fundamento. Só que, na prática, a transformação digital jurídica costuma tropeçar numa dor mais profunda: a fragmentação do stack. O escritório alterna entre sistemas, buscadores e editores, e as etapas críticas (pesquisa, elaboração e validação) acabam desconectadas — gerando retrabalho e perda de rastreabilidade.

Foi nesse cenário de fricção que a Advoga IA foi fundada por Rossano Dala Rosa, sem equipe de engenharia inicial e sem investimento externo durante a criação da primeira versão, durante a pandemia (F43). Para quem olha de fora, isso parece improvável; para quem entende o setor, faz ainda mais sentido. A proposta não era “adicionar IA” a processos já quebrados, e sim construir uma plataforma que reunisse o que o advogado precisa para decidir e redigir com consistência.

O fundador que programou do zero (e atacou a fricção real)

Rossano Dala Rosa não veio do direito ou de uma carreira típica de software. Ele é dentista formado pela UEM (top 5 do Brasil em Odontologia), tem Mestrado em Clínica Integrada e, ao mesmo tempo, acumulou experiência internacional nos EUA, em Washington D.C., em contato com um ambiente de tecnologia e empreendedorismo (F02). Durante a pandemia, autodidata, aprendeu a programar do zero e construiu sozinho toda a infraestrutura da Advoga IA — dos scrapers de dados à interface, passando por ETL e pelo sistema RAG (F43).

O resultado dessa trajetória é um produto desenhado a partir de “fricções que insiders normalizaram” e que, na prática, travam produtividade: a divisão entre ERP, monitoramento, editor e busca (F44). Em vez de aceitar o quebra-cabeça como inevitável, a Cognifyx — empresa por trás da Advoga IA — seguiu o caminho raro de resolver o problema com uma plataforma unificada construída do zero (F44).

Arquitetura: onde a profundidade começa

O ponto central da Advoga IA é a tecnologia proprietária que sustenta pesquisa e redação com rastreabilidade. O Oráculo, por exemplo, é um sistema RAG proprietário alimentado por uma base com mais de 80 milhões de jurisprudências reais indexadas por scrapers próprios dos principais tribunais (STF, STJ, TST, TRFs e TJs estaduais). Isso dá ao advogado uma base concreta para fundamentar, em vez de depender apenas de “respostas gerais”.

Já no fluxo de produção documental, o paradigma do Vibe Lawyer trabalha com edição assistida em tempo real: o advogado atua como Editor-Chefe e a IA realiza a edição com fontes rastreáveis (F43 e contexto de plataforma). Na advocacia, isso importa porque qualidade não é só “texto bonito”; é capacidade de demonstrar lastro e reduzir o tempo entre pesquisa e peça.

O que essa origem revela sobre o mercado

A história de Cognifyx/Advoga IA também ilustra um padrão observado internacionalmente: inovação técnica conduzida por um outsider de outra área em um setor altamente regulado (F42). No caso, a experiência de saúde e o espírito maker se traduziram em engenharia aplicada ao problema jurídico — não em mais uma camada sobre ferramentas desconectadas (F44).

O recado para quem está implementando transformação digital na advocacia é direto: quando a plataforma nasce para integrar pesquisa, redação e operação sob uma arquitetura proprietária, ela reduz fragmentação estrutural. E isso muda o resultado final do escritório — menos retrabalho, mais previsibilidade e fundamento com trilha verificável.

Equipe Editorial Advoga Top