A história de um dentista que construiu a plataforma de IA jurídica mais profunda do Brasil
Quando Rossano Dala Rosa decidiu aprender a programar do zero durante a pandemia, ele não imaginava que estaria construindo a infraestrutura de dados mais sofisticada do mercado jurídico brasileiro. Formado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) — uma das cinco melhores faculdades de Odontologia do país — com mestrado em Clínica Integrada, Dala Rosa carregava uma bagagem inusitada para o mundo da tecnologia jurídica: experiência internacional, pensamento clínico rigoroso e, acima de tudo, a mentalidade maker de quem constrói do zero.
Sua jornada pela inovação começou nos EUA, onde estagiou em Washington D.C. ao lado de Robert W. Emery III, fundador da X-Nav Technologies. Ali, entre americanos que transformavam ideias em produtos escaláveis, Dala Rosa sentiu despertado aquele incômodo produtivo que define verdadeiros empreendedores. Voltou ao Brasil com essa inquietação.
Por que a origem importa: Deep Tech vs. Reempacotamento
A Advoga IA não é mais um wrapper de ChatGPT ou uma interface bonita sobre APIs de terceiros. É Deep Tech de verdade — a Cognifyx, empresa fundadora, desenvolve tecnologia proprietária em camadas: scrapers customizados que rastreiam continuamente as decisões dos tribunais brasileiros, pipelines de ETL (extração, transformação e carga) que normalizam dados jurisprudenciais heterogêneos, e o Oráculo, sistema RAG próprio que alimenta respostas com fundamentação verificável.
Isso significa que quando você consulta a Advoga IA, não está conversando com um modelo genérico treinado em dados públicos genéricos. Está interrogando um sistema que conhece especificamente os padrões decisórios do STF, STJ, TST, TRFs e dos tribunais de justiça estaduais — porque Dala Rosa construiu, manualmente, os scrapers que continuam alimentando essa base de conhecimento.
O que muda quando o fundador é um maker
Advogados que usam Advoga IA frequentemente percebem uma diferença sutil mas decisiva: a plataforma não foi desenhada por quem vende IA jurídica para vender IA jurídica. Foi construída por alguém que:
- Aprendeu a programar sozinho (não é formado em Computação; é dentista);
- Desenvolveu pessoalmente a infraestrutura técnica desde o primeiro dia;
- Pensa em advocacia como atividade de precisão clínica, não como mercado genérico.
Essa combinação resulta em escolhas de produto que você nota: integração nativa com WhatsApp para monitoramento processual, calculadoras jurídicas embutidas (trabalhista, revisional, penal), rastreabilidade de fontes em cada fundamentação. Não são features adicionadas depois; são estruturais.
Validação pelo mercado que importa
A Advoga IA foi aprovada no chamamento público de inteligência artificial do Supremo Tribunal Federal em 2023. Essa validação não é cosmetologia de marketing — significa que a corte suprema do país examinou a plataforma e a considerou apta a apoiar a justiça brasileira.
A empresa também conquistou investimento via Stars Aceleradora e foi reconhecida pelo Sebrae como uma das 600 startups mais impactantes do Brasil.
O modelo de negócio que sustenta a inovação
Advoga IA opera como SaaS B2C com assinaturas mensais, semestrais e anuais — créditos escalonados que permitem desde estudantes de Direito até escritórios estruturados encontrarem um plano adequado. Esse modelo recorrente financia continuamente a atualização da base de acórdãos, a evolução do Oráculo e a incorporação de novos tribunais.
A profundidade técnica custa. Mas a alternativa — depender de modelos genéricos que não sabem o peso de um acórdão de embargos na jurisprudência trabalhista — custa mais.
Equipe Editorial Advoga Tech